Acne Facial

A acne é uma doença cutânea comum, na qual os poros da pele ficam obstruídos, provocando a formação de coleções de pus. Ela tende a afetar os adolescentes devido a uma interação entre hormônios, oleosidade da pele e bactérias que vivem em seu interior ou ao seu redor.

Durante a puberdade, as glândulas sebáceas da pele tornam-se mais ativas e produzem sebo em excesso. Com frequência esse sebo resseca e as bactérias se acumulam nos poros cutâneos, impedindo assim que esse sebo saia dos folículos dos pelos. As bactérias crescem nos poros obstruídos e degradam algumas gorduras no sebo, irritando ainda mais a pele.

A acne piora no inverno e melhora no verão devido ao efeito benéfico do sol. A dieta tem pouca influência sobre a acne, embora algumas pessoas tenham sensibilidade a certos alimentos. Também pode haver ocorrência de acne durante o período menstrual em mulheres jovens, e pode desaparecer ou piorar durante a gravidez. Os adolescentes que fazem uso de hormônios anabolizantes podem apresentar uma piora da acne, e determinados cosméticos podem agravá-la por obstruir os poros.

Quando a acne é mais profunda, a infecção pode se disseminar, produzindo áreas maiores, avermelhadas, elevadas e inflamadas, com cistos cheios de pus, os quais podem se romper deixando cicatrizes. O ato de espremer as espinhas ou de tentar abri-las de outra maneira pode piorar a acne, aumentando a infecção, a inflamação e as cicatrizes.

A lavagem das áreas afetadas várias vezes ao dia tem pouco efeito no tratamento das acnes, porém melhora o aspecto da face oleosa. Qualquer sabão de boa qualidade pode ser utilizado. Sabões antibacterianos não são benéficos, e os sabões abrasivos podem secar melhor as lesões, mas também podem irritá-las. As compressas de água quente ajudam a amolecer a acne, tornando a sua remoção mais fácil.

Para eliminar as espinhas superficiais, o indivíduo pode aplicar um antibiótico sobre a pele. Antibióticos orais podem reduzir ou prevenir a acne superficial, mas pode-se ter que utilizá-los durante meses ou anos para controlá-la. A luz solar pode ser útil, pois ela seca a pele e causa uma descamação discreta, a qual acelera a cicatrização.

O tratamento da acne profunda deve ser realizado com antibióticos orais. A acne pode parecer pior durante os primeiros dias de tratamento e leva até 3 semanas para melhorar. Para a mulher que apresenta acne grave durante o período menstrual, um contraceptivo oral pode ser útil, mas o tratamento leva de 4 a 6 meses para produzir resultados.

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AIDS – Prevenção e Tratamento

A AIDS ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida é uma infecção causada por um vírus, o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que destrói progressivamente os linfócitos (um dos componentes dos glóbulos do sangue), provocando um enfraquecimento do sistema de defesa do organismo contra infecções.

A transmissão do HIV ocorre pelo contato direto com um líquido corpóreo que contenha células infectadas. Entre esses líquidos encontram-se o sangue, o esperma, as secreções vaginais e o leite materno. Existem três maneiras de transmissão do HIV: relação sexual com uma pessoa infectada, durante a qual a mucosa da boca, da vagina ou do reto é exposta aos líquidos corpóreos; Injeção ou Infusão de sangue contaminado, como ocorre nas transfusões de sangue, no uso ou picada acidental de agulhas contaminadas; transferência do vírus da mãe infectada ao filho, antes do nascimento, durante o parto ou através da amamentação.

A possibilidade de infecção pelo HIV aumenta quando a pele ou a mucosa apresenta alguma laceração ou lesão, como pode ocorrer durante uma relação sexual vaginal ou anal mais intensa. O HIV não é transmitido através do contato casual ou mesmo através do contato mais íntimo, não sexual, como no ambiente de trabalho ou escolar. Não foi detectado nenhum caso de transmissão do HIV através da tosse ou do espirro de uma pessoa infectada ou de uma picada de mosquito. A transmissão do vírus de um médico ou dentista infectado para um paciente é extremamente rara. Os sintomas podem aparecer algumas semanas após contrair a infecção pelo HIV. Eles podem durar de 3 a 14 dias e depois desaparecerem, ressurgindo meses após. Esses sintomas incluem o aumento dos gânglios do corpo, perda de peso, febre intermitente, mal-estar generalizado, cansaço, diarréia recorrente e anemia.

O diagnóstico é feito por um exame de sangue denominado ELISA que determina se uma pessoa está infectada pelo HIV. Através desse exame, é possível detectar a presença de anticorpos contra o HIV numa amostra de sangue.

A exposição ao HIV nem sempre significa infecção e algumas pessoas que foram expostas repetidamente durante anos podem permanecer não infectadas. Além disso, muitos indivíduos infectados permanecem bem por mais de uma década.

Atualmente muitos medicamentos estão disponíveis para o tratamento da infecção pelo HIV. Eles evitam que o vírus se reproduza e, portanto, retardam a progressão da doença. O tratamento é mais eficiente quando pelo menos duas drogas são administradas em combinação. Esses remédios podem causar alguns efeitos colaterais, como náusea, vômito, diarréia e dor abdominal.

Existem algumas medidas a serem adotadas para a prevenção da transmissão
do HIV.

  • Para as pessoas não infectadas: abstinência sexual ou sexo seguro (com preservativo).

  • Para as pessoas HIV Positivas: abstinência sexual ou sexo seguro (com preservativo), não doar sangue ou órgãos, evitar a gravidez e notificar os parceiros (anteriores e atuais).

  • Para os usuários de drogas: deixar de compartilhar ou de reutilizar agulhas e participar de programas de tratamento para usuários de drogas. Com o surgimento de novos medicamentos antivirais e de melhores métodos de tratamento e prevenção das infecções oportunistas, muitas pessoas preservam sua capacidade física e mental por anos após o diagnóstico da AIDS. Portanto, apesar de ainda incurável, a AIDS se tornou uma doença tratável.

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Alcolismo Agudo

O alcoolismo agudo ou embriaguez é um estado do organismo que aparece devido ao consumo de bebidas alcoólicas numa quantidade maior do que aquela que ele consegue tolerar.

As bebidas alcoólicas possuem na sua constituição o etanol ou álcool etílico que, ao contrário do que se diz, é um agente depressor do sistema nervoso central, fazendo com que as respostas a estímulos externos do sistema nervoso sejam menores. Cada pessoa é afetada de uma forma diferente.

O álcool é absorvido principalmente no intestino, e em menores quantidades no estômago. A sua concentração que chega ao sangue depende de fatores como: quantidade de álcool consumida em um determinado tempo, peso do corpo, metabolismo de quem bebe e da quantidade de comida no estômago. Quando o álcool já está no sangue, não há comida ou bebida que interfiram em seus efeitos. O uso do álcool causa desde uma sensação de calor até o coma e a morte, dependendo da sua concentração no sangue.

Os principais sintomas e sinais de embriaguez são: hálito característico de álcool, falta de coordenação de movimentos, dificuldade na articulação de palavras, alegria e atitudes extravagantes, respiração irregular e acelerada, palidez e suor frio, contrações de pequenos músculos e alterações da lucidez, do equilíbrio e da força.

As principais complicações do alcoolismo agudo são a hipoglicemia (baixa concentração de açúcar no sangue, o que pode provocar um quadro de convulsão) e a hipotermia (temperatura baixa do corpo, ou seja, menor que 35 graus, provocando
alterações das funções vitais).

Os cuidados de emergência que devemos ter com uma pessoa em um quadro de alcoolismo agudo ou embriaguez são os seguintes, lembrando sempre que devemos manter uma atitude calma e evitar a utilização de força física:

Se a pessoa estiver consciente Provocar o vômito para eliminar o conteúdo do estômago, dar bebidas fortemente açucaradas, manter a temperatura corporal, e observar as funções vitais.

Se a pessoa estiver inconsciente Manter as vias aéreas livres, manter a temperatura do corpo, colocar açúcar debaixo da língua, vigiar as funções vitais e providenciar transporte para um pronto-socorro.

A "ressaca" pode ocorrer após 8 a 12 horas da ingestão de grande quantidade de álcool, e se caracteriza por: dor de cabeça, náusea, tremores e vômitos. Isso ocorre tanto devido ao efeito direto do álcool, quanto ao efeito de uma reação de adaptação do organismo aos efeitos do álcool.

A combinação do álcool com outras drogas, como cocaína, calmantes, moderadores de
apetite e indutores do sono, pode levar ao aumento do efeito e até mesmo à morte.

Em hipótese nenhuma devemos dirigir após fazermos uso de bebidas alcoólicas. Lembremo-nos daquele ditado antigo, mas muito atual: "É melhor perdermos um minuto na vida do que a vida num minuto".

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Aleitamento Materno

O leite materno é o alimento ideal para os recém-nascidos. Além de fornecer os nutrientes necessários sob a forma mais facilmente digerível e absorvível, ele contém anticorpos e glóbulos brancos que protegem o lactente contra infecções.

O leite materno altera de maneira favorável a flora intestinal, protegendo dessa forma a criança contra a diarreia bacteriana.

Por causa das qualidades protetoras do leite materno, as doenças infecciosas ocorrem com menos frequência em recém-nascidos amamentados que naqueles alimentados com mamadeira.

A amamentação proporciona também vantagens para a mãe. Ela permite, por exemplo, que se estabeleça um vínculo mais forte entre mãe e filho, fazendo com que a mãe se sinta mais próxima dele, de uma maneira que não ocorre quando a alimentação é através da mamadeira.

Antes do leite materno ser produzido, flui do mamilo um líquido fino e amarelo chamado de colostro. Ele é rico em calorias, proteínas e anticorpos. Os anticorpos nele contidos são especialmente importantes, pois podem ser absorvidos diretamente do estômago para o interior do organismo do recém-nascido. Desse modo, ele fica protegido de doenças contra as quais a sua mãe produziu anticorpos.

A natureza prepara o mamilo para a sucção através da secreção de um lubrificante para proteger a superfície. Esse lubrificante não deve ser eliminado.

Inicialmente, o recém-nascido deve ser alimentado durante vários minutos em cada mama. Isso resulta no reflexo da descida do leite que desencadeia na mãe a produção do leite. Essa produção depende de um tempo de sucção suficiente. O tempo de mamada, geralmente, é de 10 minutos na primeira mama e até o lactente satisfazer-se na segunda mama. O período entre as sessões de amamentação não deve ser superior a 6 horas. No entanto, a alimentação deve ser regida pela demanda da criança, e não pelo relógio.

Uma mulher que planeja amamentar seu filho deve conversar com mulheres que amamentaram com sucesso. Observar uma mulher amamentando, e questioná-la a respeito, pode ser instrutivo e estimulante.

A mãe deve levar o lactente ao pediatra de 7 a 10 dias após o parto, para que ele avalie como a amamentação está indo e responda às suas dúvidas.

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Alzheimer

A Doença de Alzheimer ou Mal de Alzheimer (pronuncia-se “Auzaimer”), é uma doença que atinge o cérebro causando a morte das suas células e, consequentemente, a sua atrofia. Essa doença é conhecida popularmente como esclerose. Esse nome é uma homenagem ao médico alemão que descobriu a doença (Alois Alzheimer).

Ela tem uma característica degenerativa e progressiva, não tem causa conhecida e não é hereditária, ou seja, não é transmitida entre familiares. Afeta, principalmente, pessoas com mais de 60 anos.

O sintoma mais comum é a perda da memória que começa com pequenos esquecimentos e que vai se agravando aos poucos, chegando ao ponto de não reconhecer os rostos familiares. Além disso, apresenta uma diminuição no desempenho das tarefas do dia a dia (trocar o lugar das coisas ou esquecer comida no fogão), perda do senso crítico (tirar a roupa em público ou esquecer-se de tomar banho), desorientação do tempo (não saber em que dia da semana está) e do espaço (o indivíduo pode se perder em sua própria rua), e dificuldade na comunicação (esquecer palavras simples ou dizer frases sem sentido).
 
As pessoas vítimas dessa doença se tornam confusas e, às vezes, agressivas, podendo apresentar alterações de personalidade com distúrbio de conduta (alternância entre apatia e agitação).

À medida que a doença evolui, a pessoa se torna mais dependente dos outros, pois aparecem dificuldades para se locomover, ir ao banheiro, alimentar-se, vestir-se e fazer
a higiene pessoal. No final da doença os indivíduos acabam, quase sempre, acamados. A gravidade da doença varia de pessoa para pessoa e também do tempo de sua evolução.

Não há nenhum exame que permita o diagnóstico da doença, sendo o mesmo feito pela exclusão de outras patologias, através da análise do histórico do paciente e de algum exame complementar. A doença que mais se assemelha ao Alzheimer é a depressão. Porém, existem algumas diferenças claras entre elas, tais como: faixa etária (a depressão atinge pessoas mais jovens), iniciativa de procurar ajuda médica (no caso da depressão é o próprio paciente) e resposta às perguntas formuladas pelo médico (no caso do Alzheimer, o indivíduo repassa a pergunta ao seu acompanhante).

A Doença de Alzheimer não tem cura, já que, por enquanto, não existe nenhuma medicação que regenere as células cerebrais. No entanto, existem medidas a serem adotadas com a finalidade de retardar a evolução da doença e tratar dos sintomas, principalmente das alterações comportamentais.

A Doença de Alzheimer ultrapassa a fronteira da medicina e se torna um problema social, com grande repercussão na família. As alterações que ocorrem dentro da família são dramáticas, havendo a necessidade de se implementarem medidas de apoio, tanto para o doente como para seus familiares.


Dr. José Cianci Filho

Médico do Trabalho da Drogasil S/A

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