Guia definitivo para manter a energia do primeiro ao último bloco de Carnaval

Isabelle Macedo Cabral

Guia definitivo para manter a energia do primeiro ao último bloco de Carnaval

O Carnaval é uma maratona, não uma corrida de 100 metros. Quem encara dias seguidos de blocos, sol e multidão sabe: o corpo precisa de combustível de verdade — e não apenas de cafeína e álcool. 

Manter a hidratação em dia é o segredo para chegar no último domingo com disposição para cair na gandaia mais uma vez. E isso envolve estratégia, escolhas inteligentes e alguns hábitos simples. 

  1. Por que a hidratação vira assunto sério no Carnaval?

Sol forte, aglomeração, caminhadas longas e, sim, consumo de bebidas alcoólicas. Essa combinação faz o corpo perder muito mais líquido e sais minerais do que o normal. 

Sinais de alerta: 

  • Boca seca e sede intensa 
  • Cansaço excessivo 
  • Tontura ao levantar 
  • Urina escura e pouca quantidade 
  • Dor de cabeça persistente 

Quando esses sintomas aparecem, o corpo já está pedindo socorro. A boa notícia: dá para se antecipar. 

  1. Hidratação estratégica: o que, quando e quanto beber

A regra de ouro é simples: antes, durante e depois. 

Água: A base de tudo. Leve sua própria garrafinha e estabeleça metas — um gole a cada 30 minutos, por exemplo. 

Repositores eletrolíticos: Água pura não segura o tranco sozinha. Quando o suor corre solto, perdemos sódio, potássio e magnésio. Isotônicos ou sachês de eletrólitos repõem esses minerais rapidamente. 

Água de coco: Natural, leve e rica em potássio. Ótima opção para intercalar com a água. 

Quantidade ideal: Em dias de calor intenso e atividade contínua, a recomendação pode chegar a 500 ml por hora. Ouça seu corpo. 

  1. Energia que sustenta: a comida também é combustível

Sair de casa em jejum é a receita certa para apagar no meio do bloco. 

Pré-folia (antes de sair): Carboidratos de absorção lenta. Aveia, pão integral, banana, pasta de amendoim. Sustentam por mais tempo. 

Na pochete: Barrinhas de cereal, castanhas, damasco seco, biscoito água e sal. Pequenos, leves, e resolvem quando a fome bater e não tem quiosque por perto. 

Cuidado: Ficar mais de 4 horas sem comer derruba a glicose e a disposição. Lanches estratégicos evitam o “apagão”. 

  1. Suplementos: aliados pontuais, não substitutos

Alguns produtos podem dar aquela força extra — desde que usados com critério. 

  • Isotônicos prontos: Práticos para repor eletrólitos durante o dia. 
  • Sachês de hidratação: Fáceis de carregar e diluir na água. 
  • Magnésio e vitaminas do complexo B: Atuam no metabolismo energético e podem ajudar na recuperação muscular. 
  • Cafeína: Usada com moderação, dá um gás. Exageros causam taquicardia e desidratação. 

Nada substitui água, comida de verdade e descanso. Suplemento é complemento. 

  1. Calor: o inimigo silencioso

A sensação de “bater o sinal” não vem só do cansaço — o calor extremo exaure o corpo. 

Golpe de calor: Quando a temperatura corporal sobe rápido demais. Sintomas incluem pele quente e seca, confusão mental e desmaio. É emergência. 

Prevenção: 

  • Roupas leves, claras e tecidos respiráveis 
  • Boné ou chapéu 
  • Pausas estratégicas na sombra 
  • Reaplicação de protetor solar (pele queimada desidrata mais rápido) 
  1. Pós-folia: a recuperação começa em casa

O corpo pede socorro quando você volta. E o que ele mais precisa é de reposição. 

Hidratação noturna: Água, água de coco ou soro caseiro. Bebidas alcoólicas só pioram a desidratação. 

Comida leve: Frutas, sopas, saladas. Evite frituras e refeições pesadas antes de dormir. 

Sono: Mesmo que pouco, priorize. É durante o sono que o corpo se reorganiza. 

No dia seguinte, repita o ritual. Seu corpo vai agradecer — e aguentar mais um bloco. 

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