Vacina contra HPV: tudo o que você precisa saber sobre a proteção (atualizado)

Bianca Azevedo

Vacina contra HPV: tudo o que você precisa saber sobre a proteção (atualizado)

O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo. A maioria das pessoas sexualmente ativas entra em contato com o vírus em algum momento da vida. Na maior parte das vezes, o organismo elimina a infecção sozinho. Mas em alguns casos, ela persiste e pode evoluir para câncer. 

É por isso que a vacina contra o HPV é considerada uma das ferramentas mais poderosas de prevenção do câncer que existem. Ela protege contra o câncer de colo do útero, vulva, vagina, ânus, pênis, boca e garganta, além das verrugas genitais. 

Nesta matéria, você vai entender o que é a vacina, quais os tipos disponíveis, quem pode tomar e por que ela é tão importante. 

O que é a vacina contra HPV 

A vacina contra o HPV é uma vacina recombinante. Isso significa que ela não contém o vírus vivo ou enfraquecido. Ela é feita com partículas semelhantes ao vírus (VLPs), que são como “capas” ocas do HPV, sem nenhum material genético dentro. Essas partículas não podem causar infecção nem câncer, mas ensinam o sistema imunológico a reconhecer e destruir o vírus verdadeiro caso a pessoa entre em contato com ele no futuro. 

Como não há vírus vivo, a vacina não pode causar HPV nem qualquer uma das doenças relacionadas ao vírus. 

Os tipos de vacina disponíveis 

Existem três tipos de vacina contra HPV no mundo, e eles se diferenciam pela quantidade de tipos de vírus que cobrem: 

Bivalente: protege contra os tipos 16 e 18. 

Quadrivalente: protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18. É a versão oferecida pelo SUS. 

Nonavalente (HPV9): protege contra os tipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58. É a versão disponível na Drogasil. 

Os tipos 16 e 18 são os mais perigosos. Juntos, eles são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero. Já os tipos 6 e 11 causam mais de 90% das verrugas genitais. 

A vacina nonavalente amplia a proteção para cinco tipos adicionais de HPV, elevando a cobertura contra o câncer de colo do útero de aproximadamente 70% para cerca de 90%. 

Nova indicação aprovada em 2026 

Em 2026, a Anvisa aprovou uma nova indicação para a vacina Gardasil 9. Agora, o imunizante também atua na prevenção de cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço. A nova indicação é válida para crianças, homens e mulheres de 9 a 45 anos. 

Isso significa que a vacina não protege apenas contra o câncer de colo do útero, mas também contra cânceres que afetam a boca e a garganta, que têm aumentado significativamente nos últimos anos. 

Quem pode tomar a vacina 

A vacina nonavalente está licenciada para todas as pessoas entre 9 e 45 anos. 

O esquema de doses varia conforme a idade de início: 

9 a 19 anos: duas doses, com seis meses de intervalo (0-6 meses). 

A partir de 20 anos: três doses, nos intervalos de 0, 2 e 6 meses. 

Imunodeprimidos de 9 a 45 anos: três doses. 

Pessoas que iniciam a vacinação antes de completar 20 anos devem receber duas doses, mesmo que a segunda dose seja aplicada após completar 20 anos. 

Quem pode se vacinar gratuitamente pelo SUS 

O SUS oferece a vacina quadrivalente gratuitamente para os seguintes públicos: 

  • Crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, em dose única. 
  • Adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que nunca foram vacinados ou não possuem registro de vacinação. Essa campanha de resgate foi prorrogada até 31 de dezembro de 2026. 
  • Grupos especiais, que recebem três doses: pessoas vivendo com HIV/Aids, transplantados, pacientes oncológicos, usuários de PrEP, vítimas de violência sexual, pacientes com papilomatose respiratória recorrente a partir de 2 anos, e mulheres tratadas por lesões precursoras de alto grau. 

Uma novidade importante é a inclusão de crianças a partir de 2 anos que tenham sido vítimas de violência sexual. A medida visa proteger um grupo de extrema vulnerabilidade, que tem maior risco de exposição ao HPV. 

Por que se vacinar antes do início da vida sexual 

O HPV é transmitido principalmente por contato sexual. A vacina é profilática, ou seja, previne a infecção, mas não trata infecções já existentes. 

Por isso, o ideal é vacinar antes da primeira exposição ao vírus, quando a resposta imunológica é mais forte e a proteção é máxima. É exatamente por isso que a vacinação de rotina é indicada entre 9 e 14 anos. 

Mas mesmo pessoas já sexualmente ativas ainda se beneficiam, porque é provável que não tenham sido infectadas por todos os tipos cobertos pela vacina. 

O que a vacina não faz 

A vacina contra HPV não substitui o exame preventivo (Papanicolau ou ou teste de DNA-HPV). Mesmo vacinada, a mulher deve continuar fazendo o rastreamento periódico, porque a vacina não cobre todos os tipos oncogênicos de HPV. 

A vacina também não tem efeito terapêutico. Ela não trata infecções ou lesões já existentes. 

Tome e vacina contra HPV na Drogasil  

A Drogasil oferece a vacina nonavalente (Gardasil 9), que protege contra nove tipos do vírus, incluindo os que causam câncer de colo do útero, vulva, vagina, ânus, orofaringe e verrugas genitais. 

A aplicação é feita por equipe especializada, em salas próprias de vacinação, e não é necessária prescrição médica para pessoas de 9 a 45 anos. O agendamento pode ser feito diretamente na unidade mais próxima ou pelo site. 

Para agendar ou saber mais, clique aqui. 

A proteção começa com uma decisão simples. E você pode tomá-la hoje mesmo. 

Perguntas frequentes sobre a vacina contra HPV 

  1. A vacina contra HPV é segura?
    Sim. A vacina é muito segura para crianças e adolescentes. Ela tem registro na Anvisa e está incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação desde 2014.
  2. Quantas doses são necessárias?
    Depende da idade. No SUS, crianças e adolescentes de 9 a 14 anos recebem dose única. Na rede privada, o esquema varia de duas doses (9 a 19 anos) a três doses (a partir de 20 anos).
  3. Homens podem tomar a vacina?
    Sim. A vacina protege contra verrugas genitais e câncer de ânus, pênis, boca e garganta. Meninos de 9 a 14 anos podem se vacinar pelo SUS, e homens de até 45 anos podem tomar na rede privada.
  4. Pessoas já sexualmente ativas devem se vacinar?
    Sim. A vacina ainda traz benefício, porque é provável que a pessoa não tenha sido infectada por todos os tipos cobertos. Mas o ideal é vacinar antes do início da vida sexual.
  5. A vacina substitui o Papanicolau?
    Não. Mesmo vacinada, a mulher deve continuar fazendo o rastreamento periódico, porque a vacina não cobre todos os tipos oncogênicos de HPV.
  6. Qual a diferença entre a vacina do SUS e a da rede privada?
    O SUS oferece a quadrivalente (4 tipos de HPV). A rede privada oferece a nonavalente (9 tipos), que amplia a proteção contra o câncer de colo do útero de cerca de 70% para aproximadamente 90%.
  7. Até que idade posso tomar a vacina?
    A bula da vacina nonavalente é aprovada para até 45 anos.
  8. A vacina causa infertilidade?
    Não. Não há evidências de que a vacina contra HPV afete a fertilidade. A OMS e as principais sociedades médicas do mundo reconhecem as vacinas HPV como seguras.
  9. A vacina incentiva o início da atividade sexual?
    Não. Não há qualquer estudo que mostre que jovens vacinados começam a ter relações sexuais mais cedo. Essa suposta correlação não tem comprovação científica ou estatística.
  10. A vacina pode causar câncer?
    Não. É exatamente o oposto: a vacina previne o câncer. Ela é feita com partículas semelhantes ao vírus, que não contêm material genético e não podem causar infecção nem câncer.

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