
Alongamento: tipos de alongamento, benefícios e como praticar
Redação

- O que é o alongamento?
- Por que fazer alongamento? Importância
- Quais são os benefícios do alongamento?
- Principais tipos de alongamento
- Quando e como fazer alongamento?
- Principais alongamentos que você pode fazer em casa!
- Perguntas frequentes sobre alongamento
- Erros que você está cometendo na hora do alongamento
Responda com sinceridade: você alonga seu corpo de vez em quando? A maioria das pessoas negligencia as sessões de alongamento, mas elas são tão importantes quanto os treinos de força ou aeróbicos! Isso porque o estiramento das fibras musculares (o famoso estica-e-puxa) ajuda a preparar o corpo para as atividades físicas, prevenindo lesões e liberando possíveis tensões. Desse modo, você também sofre menos com as dores causadas pela má postura do dia a dia. Saiba tudo sobre o assunto a seguir:
O que é o alongamento?
O alongamento nada mais é do que um exercício focado em aumentar a flexibilidade dos músculos. Isto é, ele promove o estiramento de boa parte das fibras musculares, ajudando a aumentar a amplitude de movimento de uma determinada articulação.
Por que fazer alongamento? Importância
De acordo com o site da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), do Ministério da Saúde (MS), o nosso corpo é constituído por diferentes estruturas, como ossos, tendões, músculos, ligamentos e cartilagens. O músculo, por exemplo, funciona como uma espécie de “motor” que traciona os tendões. Estes últimos, por sua vez, movimentam os ossos e fazem a gente se mexer.
Durante o dia, nossos músculos trabalham sem parar — estão sempre se contraindo. Esses processos repetidos, somados às tensões da vida moderna, fazem com que eles encurtem. O resultado? Maiores riscos de dores, deformações, má postura e até lesões durante o treino.
Alongar o corpo com frequência evita esses problemas, pois trabalha a flexibilidade muscular e articular, melhorando a amplitude dos movimentos corporais.
Quais são os benefícios do alongamento?
O corpo precisa estar apto para a vida. Ou seja, você necessita de agilidade, flexibilidade e mobilidade em equilíbrio para fazer seu esporte preferido e até as tarefas mais corriqueiras, como abaixar para pegar um objeto.
Tais características, quando bem trabalhadas no decorrer da vida, garantem que a pessoa se torne mais independente quando chegar à velhice. Afinal, quem não quer ter mais vitalidade e saúde?
O alongamento, portanto, trabalha a flexibilidade muscular e articular, o que melhora a amplitude dos movimentos corporais. Além disso, há outros benefícios por trás da prática:
- Relaxamento e redução das tensões musculares;
- Prevenção de lesões;
- Promoção de movimentos mais amplos e soltos;
- Diminuição do estresse gerado pela rotina diária;
- Fortalecimento de ligamentos e tendões;
- Melhora da propriocepção (consciência corporal), do equilíbrio e da coordenação motora;
- Otimiza a execução de exercícios em outras atividades físicas, como a corrida e a musculação;
- Ajuda a prevenir dores nas costas e encurtamentos musculares que também provocam desconfortos.
Principais tipos de alongamento
Você sabia que não existe apenas um tipo de alongamento? Confira os principais:
Estático
Alongamento sem movimento. Você estira a musculatura e permanece por algum tempo na posição (geralmente de 20 a 30 segundos). Se ficar por mais de um minuto, o efeito do alongamento é relaxante, perdendo a função de preparar o músculo para a atividade. Por isso, caso queira ficar relaxando nas posições estáticas, opte por fazê-las depois do treino.
Dinâmico
Pode ser incluído na etapa do aquecimento, porque prepara músculos e articulações para os movimentos do treino. Elevação de joelhos, afundo ou avanço de pernas são exemplos que trabalham a amplitude do corpo todo. Assim como o alongamento estático, não precisa de muito tempo de execução.
Ativo
Apesar do nome, trata-se de um tipo de alongamento estático — ou seja, não há impulsos –, mas que busca alongar os músculos o máximo possível. Levantar a perna e permanecer assim por algum tempo é um exemplo.
Passivo
É realizado com acessórios para potencializar os resultados. Faixa elástica, bola de pilates (suíça) e cabo de madeira são os mais utilizados. Pode ser feito com a ajuda de um profissional ou sozinho, desde que se tenha cuidado ao executar os movimentos.
Balístico
Deve ser feito somente após o aquecimento adequado. Isso porque utiliza o “embalo” e o “balanço” dos membros para realizar movimentos curtos de deslocamento, como elevar o joelho, rotacionar troncos e rodar os braços. Vale ressaltar que alguns estudos não recomendam o alongamento balístico pois afirmam que ele aumenta as chances de lesões.
Facilitação neuromuscular proprioceptiva
Envolve a ajuda de uma segunda pessoa que irá segurar o membro para alongá-lo por 20 a 30 segundos. A função dessa pessoa é forçar o movimento, sem machucar, para que o alongamento seja otimizado. Geralmente esse tipo de técnica é feita depois de um treino intenso, porque alonga bastante os músculos e as articulações e tem efeito relaxante e revigorante. É importante mencionar que a facilitação neuromuscular proprioceptiva precisa ser executada por um profissional qualificado, que entenda de anatomia e biomecânica para não machucar o corpo.
Quando e como fazer alongamento?
Os alongamentos podem (e devem!) ser feitos diariamente e não há contraindicação, exceto se o indivíduo tiver alguma limitação física ou lesão ou quadro de inflamação.
Se ficar muito tempo sem se alongar – mais de duas semanas, por exemplo – os músculos começam a sofrer encurtamento, comprometendo a flexibilidade. Além disso, esse tipo de problema pode levar a outras compensações, causando dores e sobrecargas nas articulações e na coluna.
Se for fazer antes da atividade, procure combinar alongamentos estáticos (parado) com dinâmicos, sobretudo se for praticar corrida ou outra modalidade de alta intensidade. Yoga, ginástica olímpica, pilates e aulas de alongamento, por exemplo, são excelentes para incluir em seu programa de treinamento.
Ao acordar, ainda na cama, também é possível fazer movimentos circulares com os punhos, tornozelos e dar uma boa espreguiçada. Gire o pescoço de um lado para o outro, para a frente e para trás. Isso “acorda” o oganismo e espanta a preguiça!
Confira outras dicas essenciais:
- Nunca é tarde para começar a fazer alongamentos;
- Se você passa muitas horas sentado, faça pequenas pausas durante o dia para realizar alongamentos simples;
- Procure relaxar e se concentrar no momento presente enquanto alonga;
- Não ultrapasse seu limite a ponto de sentir dor intensa durante os exercícios;
- Respire de forma lenta e rítmica, inspirando pelo nariz e expirando pela boca.
- Sempre busque ajuda de um profissional da Educação Física para correção e auxílio na execução dos alongamentos prescritos;
- Realize os alongamentos com consciência, controle e precisão, a fim de aperfeiçoar o movimento e desenvolver consciência corporal;
- Dessa forma, respeite a quantidade de séries, repetições e intervalos de descanso para cada alongamento específico.
Principais alongamentos que você pode fazer em casa!
Confira o vídeo com alguns dos movimentos e siga as instruções a seguir:
Para o pescoço
Os movimentos a seguir ajudam a relaxar e alongar uma região que está em constante tensão: o pescoço!
Fique em pé, com a coluna reta e os pés abertos na largura do quadril. Inspire e, ao expirar, mova a cabeça para olhar em direção ao pé direito (ajude empurrando com a mão direita). Retorne lentamente e repita para o outro lado.
Então, inspire novamente e, ao expirar, mova a cabeça para olhar para os lados — tente ir o máximo que conseguir, mas dentro dos seus limites.
Tríceps
Para alongar o tríceps (parte detrás do braço), passe o braço direito por trás da cabeça, deixando o cotovelo dobrado (e apontado para o teto) e a mão direita na nuca (ou no pescoço, se conseguir alcançar).
Em seguida, com a mão esquerda, puxe o cotovelo direito, lembrando de sempre olhar para frente. A cabeça não deve ir para a frente, ela ajuda a alongar o tríceps. Retorne lentamente e repita do outro lado.
Ombro
Ainda em pé, e com os pés abertos na largura do quadril, gire o braço direito para trás de forma repetida e controlada — respeite a articulação do ombro. Depois, faça com o braço esquerdo.
Agora, abra os dois braços, deixando-os na altura dos ombros. Realize pequenos círculos com os braços para frente, e depois para trás. Sinta as escápulas abrindo e fechando nas suas costas.
Mãos/mobilidade de punho
Primeiramente, una as duas mãos, entrelaçando os dedos e deixando na altura do abdômen. Então, vá girando as mãos — primeiro para um lado, depois para o outro.
Agora, solte as mãos, feche-as e deixe à frente do corpo, com as palmas viradas para baixo. Faça movimentos de adução e abdução dos punhos, isto é, mova-os de um lado para o outro.
Peitoral
Inspire e, ao expirar, cruze as mãos atrás do corpo, esticando os braços, jogando o peito para frente e os ombros para trás. Tente fechar as escápulas, e não esqueça de respirar.
Tronco e oblíquos
Fique em pé, com os pés abertos um pouco mais do que a largura do quadril. Então, estique a mão direita em direção ao teto e vá descendo, levando o tronco para o lado direito. Retorne lentamente e repita para outro lado.
Coluna
Fique em pé, mas não estique completamente as pernas — deixe os joelhos levemente flexionados. Então, inspire e, ao expirar, desça o máximo que conseguir, como se as mãos quisessem tocar os pés. Retorne lentamente, desenrolando a coluna e por último a cabeça.
Agora, rotacione o tronco para os dois lados alternadamente.
Quadril
Em pé e com as pernas afastadas, você irá tentar isolar o quadril tanto dos membros inferiores, quanto superiores. Parece complexo, mas é simples: basta mover o quadril para os lados e para frente e para trás, tentando isolar o movimento — isto é, sem mexer muito as pernas e o tronco.
Pernas
Primeiramente, fique em pé com as pernas afastadas. Então, dobre o corpo para tentar tocar o pé direito com as duas mãos, mas sem flexionar os joelhos. Vá o máximo que conseguir, retorne e repita para o outro lado.
Em seguida, tente tocar o chão no meio das pernas — tentando ir para trás com as mãos se conseguir.
Glúteos
Sente-se em uma cadeira e cruze as pernas, colocando o calcanhar direito em cima do joelho esquerdo. Então, com a ajuda das mãos, empurre o joelho esquerdo em direção ao chão, respeitando seus limites e mantendo a coluna ereta. Repita com o outro lado.
Adutores de coxa
Fique em pé e afaste bem as pernas. Então, agache o máximo que conseguir, usando os cotovelos para afastar os joelhos.
Agora, fique em pé novamente e, com as pernas ainda bem afastadas, vire o pé direito para fora, dobre o joelho direito e desça como em um agachamento unilateral — isto é, mantendo a perna esquerda esticada. Retorne e repita para o outro lado.
Pés e articulações
Agora, suba na ponta do pé e fique nessa posição por alguns segundos.
Perguntas frequentes sobre alongamento
Alongamento ajuda a emagrecer?
Muitas vezes surge a dúvida: o alongamento ajuda a perder peso? A resposta é sim (como qualquer outro exercício), porém, é preciso lembrar que o emagrecimento depende de uma série de fatores – incluindo alimentação saudável, sono adequado, controle do estresse, entre outros. Em geral, uma pessoa de 50 quilos queima cerca de 85 calorias realizando uma rotina de alongamento de 30 minutos.
É indicado para todos?
O alongamento é indicado tanto para atletas quanto para pessoas sedentárias. Principalmente para quem apresenta encurtamento muscular e falta de flexibilidade. No entanto, é importante ressaltar que a prática não é recomendada nos seguintes casos:
- Fratura óssea;
- Inflamação ou infecção no corpo;
- Mal-estar;
- Hematomas ou traumatismos teciduais;
- Dor aguda.
Erros que você está cometendo na hora do alongamento
1 – Alongar antes de aquecer
“O alongamento, por si só, não é capaz de preparar o corpo para atividades físicas. Ele precisa de outros exercícios complementares”, explica a profissional de educação física Meire Rodrigues.
Assim, segundo a especialista, ele não promove o aumento da frequência cardíaca, da temperatura corporal e da taxa metabólica, o que é essencial para preparar o corpo para a parte mais intensa de um treino.
“Dessa forma, para um bom e completo aquecimento pré-atividade, é recomendável incluir aeróbicos em conjunto com o alongamento”, completa.
2 – Ir além do limite da dor
Aqui, a prática “no pain, no gain” não é válida, pois cada indivíduo possui um grau de flexibilidade — e ele determina seus limites no alongamento. “Então, é normal sentir desconforto na hora do exercício, mas em caso de dores fortes, deve-se parar a atividade momentaneamente e procurar auxílio profissional para diagnóstico e, se necessário, recuperação”, garante a profissional.
3 – Ficar no mesmo movimento por muito tempo
Sobrecarregar as fibras musculares por mais de um minuto na mesma posição pode comprometer sua performance. De acordo com o manual do American College of Sports Medicine, nos Estados Unidos, o correto é manter o alongamento de um mesmo músculo por aproximadamente 25 segundos.
4 – Não usar o calçado certo
Mesmo sendo uma atividade de baixo impacto, o alongamento precisa dos acessórios e roupas certos, e isso inclui o tênis de ginástica. Praticar a atividade com um sapato impróprio pode prejudicar não só os pés, mas também a coluna.
5 – Esquecer a respiração
Respirar de forma correta enquanto se alonga é essencial para garantir uma boa oxigenação enquanto você executa os movimentos. O ideal é inspirar antes e expirar durante o movimento, pois isso ajuda a relaxar.
Fontes: Rodrigo Marinho, educador físico e professor da Fórmula Academia Brooklin, em São Paulo (SP); Meire Rodrigues, profissional de educação física; e Bianca Pichirilli, profissional de educação física da Vitat.
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