Intestino, cérebro e ansiedade: uma conexão que merece atenção
fcsilveira

Muitas pessoas acreditam que a ansiedade está relacionada apenas ao cérebro. Hoje, porém, a ciência mostra que essa relação vai além. O intestino e o cérebro mantêm uma comunicação constante por meio do chamado eixo intestino-cérebro, uma rede complexa que envolve o sistema nervoso, o sistema imunológico, hormônios e substâncias produzidas no trato gastrointestinal.
Entender essa conexão ajuda a compreender por que a saúde intestinal também pode influenciar o bem-estar emocional. Neste conteúdo, você vai conhecer melhor como acontece a comunicação entre intestino e cérebro, qual é o papel da microbiota intestinal e o que os estudos mostram sobre a contribuição de alguns probióticos para esse equilíbrio.
O que o intestino tem a ver com a ansiedade?
O intestino e o cérebro estão conectados o tempo todo. Essa comunicação acontece nos dois sentidos: o cérebro pode influenciar o funcionamento intestinal e os sinais produzidos no intestino também podem impactar diferentes respostas do cérebro.
Essa troca de informações acontece por diferentes caminhos, como o nervo vago, o sistema imunológico, hormônios e substâncias produzidas no intestino. Um exemplo bastante comum dessa conexão acontece em momentos de estresse ou ansiedade. Quem nunca sentiu um desconforto intestinal antes de uma apresentação importante, entrevista ou compromisso marcante? Nessas situações, podem surgir sintomas como dor de barriga, náusea ou alterações no funcionamento intestinal.
Um dos principais protagonistas dessa comunicação é a microbiota intestinal, formada por mais de 100 trilhões de microrganismos que vivem naturalmente no intestino. Além de contribuir para a digestão, ela participa do funcionamento adequado do sistema imunológico, do metabolismo e de diferentes processos relacionados à saúde e ao bem-estar.
Por isso, pesquisadores têm investigado cada vez mais a relação entre a disbiose, caracterizada pelo desequilíbrio da microbiota intestinal, e fatores relacionados ao estresse, ao humor e aos sintomas de ansiedade.
Quais são os principais sintomas de ansiedade?
A ansiedade pode se manifestar tanto por sintomas emocionais quanto físicos. Entre os sinais mais comuns estão a preocupação excessiva, a sensação constante de tensão, a irritabilidade, a dificuldade de concentração e a insegurança.
No corpo, ela também pode provocar palpitações ou sensação de coração acelerado, suor excessivo, tremores, tensão ou dores musculares, falta de ar, sensação de sufocamento, formigamentos, calafrios e alterações intestinais.
Vale lembrar que sentir ansiedade em alguns momentos faz parte da vida. O sinal de atenção surge quando ela se torna intensa, persistente ou começa a interferir no sono, no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos ou em outras atividades do dia a dia.
Probióticos podem ajudar a reduzir a ansiedade?
Sim. Alguns probióticos específicos vêm sendo estudados por seu potencial de contribuir para a redução de sintomas relacionados à ansiedade. Isso acontece porque eles ajudam a promover o equilíbrio da microbiota intestinal e podem influenciar positivamente a comunicação entre intestino e cérebro.
Os probióticos associados a possíveis benefícios para a saúde mental recebem o nome de psicobióticos. Porém, é importante destacar que esse efeito não acontece com qualquer probiótico. Os resultados dependem das cepas utilizadas e das evidências científicas disponíveis para cada uma delas.
Um exemplo é a combinação probiótica de Lactobacillus helveticus R0052 e Bifidobacterium longum R0175, que foi avaliada em estudos clínicos e apresentou melhora em alguns parâmetros relacionados à ansiedade, ao estresse e ao humor.
Apesar desses resultados, os probióticos não substituem os tratamentos recomendados para a ansiedade. O uso deve ser feito com orientação de um profissional de saúde e como parte de um acompanhamento adequado para cada pessoa.
Todos os probióticos são iguais?
Não. Assim como medicamentos diferentes possuem indicações e efeitos distintos, os probióticos também apresentam características próprias. Cada probiótico possui uma identidade única formada pelo gênero, espécie e cepa.
Por exemplo, um nome completo pode incluir o gênero (Lactobacillus), a espécie (helveticus) e a cepa (R0052). Essa identificação é importante porque os benefícios observados dependem diretamente da cepa estudada.
Por esse motivo, a escolha do probiótico deve considerar o benefício desejado e as evidências científicas disponíveis para cada cepa ou combinação de cepas.
Ao escolher um produto, vale conferir se os microrganismos estão identificados de forma completa no rótulo. Também é importante verificar se o benefício informado está de acordo com as alegações aprovadas pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Por quanto tempo o probiótico pode ser utilizado?
Não existe um período de uso igual para todos os probióticos. A duração pode variar conforme as cepas presentes na formulação, o benefício esperado e o tempo avaliado nos estudos clínicos.
De forma geral, eles podem ser utilizados continuamente. Ainda assim, a necessidade de manter o uso e os resultados obtidos devem ser avaliados periodicamente por um profissional de saúde, garantindo uma orientação individualizada e adequada para cada caso.
Este conteúdo foi produzido em parceria com a Apsen, indústria farmacêutica nacional de origem familiar, com mais de 50 anos de atuação. Sob gestão da família Spallicci, a companhia mantém o compromisso com a saúde, a inovação e o desenvolvimento de soluções que contribuam para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Com presença em 13 áreas terapêuticas, incluindo neurologia, psiquiatria, pediatria e reumatologia, a Apsen investe continuamente na ampliação de seu portfólio com moléculas inovadoras e soluções voltadas às diferentes necessidades dos pacientes.
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Conteúdo revisado por profissionais da área da saúde. As informações não substituem avaliação médica individual.
Referências
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