Criando uma rotina de movimento durante o tratamento: por onde começar e como manter.
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Durante o tratamento, a disposição oscila, o apetite muda e o cansaço aparece de formas diferentes. É justamente nesse contexto que o movimento se torna um dos maiores aliados — ele ajuda o corpo a se ajustar, mantém a força e melhora o humor. E não precisa ser complicado para funcionar.
Comece pelo que cabe no seu dia
Não é preciso começar com treinos longos. Dez minutos de caminhada já são um ótimo ponto de partida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça: qualquer quantidade de atividade física é melhor do que nenhuma.
O que mais conta é a constância — o corpo se adapta melhor quando o movimento acontece com regularidade, mesmo que em pequenas doses.
Inclua pausas ativas na rotina
Passar horas seguidas sentado impacta mais do que parece. De acordo com a OMS, quanto mais tempo o corpo permanece parado, maior o risco de desenvolver condições como doenças do coração e diabetes tipo 2.
A boa notícia: substituir parte desse tempo por atividades leves já traz benefícios reais. Levantar-se a cada hora, alongar os ombros, dar uma volta curta ou caminhar enquanto fala ao telefone são atitudes simples que melhoram a circulação, aliviam o estresse e ajudam o corpo a funcionar melhor.
Transforme o dia a dia em oportunidade de se mover
Nem sempre dá para encaixar um treino completo na agenda — e tudo bem. Passear, brincar com crianças, descer um ponto antes do destino ou usar as escadas no lugar do elevador também contam.
Toda forma de movimento traz benefício, seja no trabalho, no lazer ou nas tarefas do dia a dia.
Escolha o que combina com você
Segundo a OMS, qualquer movimento que aumente a frequência cardíaca já conta como atividade física. E quanto mais prazer você sente ao praticá-lo, maior a chance de manter a constância.
Algumas opções de intensidade moderada que funcionam bem durante o tratamento:
- Caminhada em ritmo acelerado
- Pedalar
- Dançar
- Nadar
- Treinos de força
Se preferir algo mais intenso, corridas leves, aulas de ginástica ou jogos coletivos são boas opções — sempre respeitando seu preparo e as orientações do profissional de saúde.
Respeite seu ritmo — e valorize cada avanço
Nem todos os dias terão o mesmo ritmo, e está tudo bem. Durante o tratamento, é natural ter mais disposição em alguns dias e menos em outros. O importante é não parar — ajuste o movimento ao seu momento, com o apoio de um profissional de educação física.
A OMS recomenda de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana — mas ninguém precisa chegar lá de uma vez. Comece com o que for possível e aumente aos poucos.
Mover o corpo é mais do que parte do tratamento: é uma forma de cuidar de si, todos os dias, com leveza e constância.
O apoio profissional é indispensável para tirar dúvidas e orientar cada pessoa de forma individualizada. Em caso de dúvidas, procure por um especialista para uma avaliação completa e personalizada.





