O tratamento acabou — e agora? Como manter o que você conquistou.

fcsilveira

O tratamento acabou — e agora? Como manter o que você conquistou.

Manter o peso perdido pode ser tão desafiador quanto emagrecer. Quando o tratamento é interrompido, parte do peso pode retornar — especialmente se os novos hábitos ainda não estiverem bem estabelecidos. A boa notícia é que construir uma base sólida de cuidados torna esse processo mais leve e os resultados, mais duradouros. 

Alimentação: o alicerce da manutenção 

A qualidade do que vai no prato continua sendo o fator mais importante depois do tratamento. O foco deve estar em alimentos que nutrem de verdade:

  • Frutas, vegetais, grãos integrais, ovos, laticínios, proteínas magras, nozes e sementes
  • Refeições menores e mais frequentes ao longo do dia
  • Boa hidratação — distribuída ao longo de todo o dia
  • Redução do consumo de álcool
  • Flexibilidade para escolhas ocasionais — sem culpa

Evite carboidratos refinados, bebidas açucaradas, alimentos ultraprocessados e carnes processadas, que oferecem pouco valor nutricional e dificultam a manutenção do peso.

Proteína: aliada na preservação muscular 

Durante e após a perda de peso, pode haver redução de massa muscular e óssea. A proteína é o nutriente que mais protege os músculos nesse processo — e deve estar presente em todas as refeições, preferencialmente logo no início delas.

Aposte em alimentos com alto valor nutritivo e menor volume — ou seja, aqueles que não exigem grandes quantidades para atingir as necessidades diárias de proteína: peixes, ovos, iogurte, aves, leguminosas e queijo cottage são boas opções

Movimento regular para fortalecer corpo e rotina 

A atividade física é uma das principais aliadas na manutenção do peso — e os benefícios vão muito além da balança. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa.

Caminhar, dançar, pedalar, subir escadas ou fazer tarefas domésticas já contam. Mas não esqueça do fortalecimento muscular: ele deve estar presente em pelo menos três dias da semana.

Um profissional de educação física pode ajudar a organizar a rotina de treinos de forma personalizada — garantindo equilíbrio entre os diferentes tipos de atividade.

Acompanhe seu progresso — e peça ajuda quando precisar 

Monitorar o próprio progresso ajuda a manter a motivação e a entender o que está funcionando. Isso inclui observar as mudanças no corpo, registrar refeições e acompanhar a frequência de atividade física ao longo do tempo.

O acompanhamento profissional contínuo — com avaliações como bioimpedância e exames de rotina — também é parte essencial desse cuidado. Não é fraqueza pedir ajuda: é estratégia.

O apoio profissional é indispensável para tirar dúvidas e orientar cada pessoa de forma individualizada. Em caso de dúvidas, procure por um especialista para uma avaliação completa e personalizada.

Referências bibliográficas
MOZAFFARIAN, Dariush et al. Nutritional priorities to support GLP-1 therapy for obesity: a joint Advisory from the American College of Lifestyle Medicine, the American Society for Nutrition, the Obesity Medicine Association, and The Obesity Society. The American Journal of Clinical Nutrition, v. 121, n. 6, p. 1234-1256, 2025. Disponível em: https://ajcn.nutrition.org/. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ajcnut.2025.04.023.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Diretrizes da OMS para atividade física e comportamento sedentário: num piscar de olhos. Tradução de Edina Maria de Camargo e Ciro Romelio Rodriguez Añez. Genebra: Organização Mundial da Saúde, 2020. ISBN 978-65-00-15021-6 (versão digital).

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