Vai passar por uma cirurgia durante o tratamento? Alguns cuidados fazem toda a diferença.

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Vai passar por uma cirurgia durante o tratamento? Alguns cuidados fazem toda a diferença.

Procedimentos cirúrgicos exigem preparo — e quando a pessoa está em tratamento para obesidade ou diabetes, alguns ajustes específicos são necessários para garantir mais segurança antes, durante e depois da cirurgia. 

Por que o tratamento influencia o preparo cirúrgico 

As medicações usadas no tratamento podem deixar o esvaziamento do estômago mais lento após as refeições. Isso aumenta o risco de que alimentos “estacionem” no estômago durante procedimentos com sedação ou anestesia geral — um fator que a equipe médica precisa considerar no planejamento cirúrgico. 

Alimentação e jejum antes do procedimento 

Para reduzir esse risco, a equipe de saúde pode recomendar dieta líquida nos dias anteriores à cirurgia ou jejum de 8 a 12 horas antes do procedimento. Essas orientações variam conforme o tipo de cirurgia — por isso, é fundamental seguir as recomendações do profissional responsável pelo seu cuidado. 

Avaliações que podem ser solicitadas 

Antes do procedimento, a equipe pode pedir exames específicos para garantir mais segurança — como uma avaliação por imagem do estômago para verificar se há resíduos. Fatores que aumentam o risco e que costumam ser avaliados incluem:

  • Descontrole do açúcar no sangue
  • Presença de gastroparesia — distúrbio que retarda ou interrompe o movimento dos alimentos do estômago para o intestino
  • Sintomas digestivos anteriores
  • Uso recente da medicação

Essas informações ajudam a equipe a decidir se o procedimento será mantido, adiado ou ajustado.

O que pode mudar na medicação antes da cirurgia 

O uso da medicação pode ser mantido ou suspenso dependendo do perfil de cada pessoa e do tempo de tratamento. Os prazos de suspensão variam conforme o tipo de medicação — podendo ser de um dia a até sete dias antes do procedimento.

Quando a interrupção é necessária por mais tempo, o acompanhamento médico é essencial: parar a medicação sem orientação pode levar ao aumento do açúcar no sangue, o que também está associado a piores resultados cirúrgicos.

O apoio profissional é indispensável para tirar dúvidas e orientar cada pessoa de forma individualizada. Em caso de dúvidas, procure por um especialista para uma avaliação completa e personalizada.

Referência bibliográfica
MARINO, Emerson Cestari; NEGRETTO, Leandra Anália Freitas; RIBEIRO, Rogério Silicani; et al. Rastreamento e controle da hiperglicemia no perioperatório: posicionamento conjunto da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2025. Editor-chefe: Marcello Bertoluci. DOI: 10.29327/5660187.2025-10.

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