Dia da Preguiça: por que parar é essencial para o equilíbrio do corpo e da mente
Bianca Azevedo

Você já se sentiu culpado por passar um domingo inteiro no sofá? Ou por tirar uma soneca no meio da tarde? Pois saiba que a ciência tem uma boa notícia: a preguiça — no bom sentido — pode ser benéfica para a saúde física e mental.
No Dia da Preguiça, celebrado em 10 de agosto, somos convidados a repensar nossa relação com o descanso. Longe de ser um incentivo à improdutividade, a data nos lembra que parar não é sinal de fraqueza, mas uma escolha saudável.
Os benefícios da preguiça
Os benefícios da “preguiça” vão além da sensação de relaxamento momentâneo. Estudos científicos apontam que momentos de pausa intencional podem:
- Reduzir o estresse — A pressão por produtividade constante eleva os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Momentos de “preguiça” ajudam a baixar esses níveis.
- Melhorar a qualidade do sono — Quem consegue desacelerar durante o dia tende a ter noites mais tranquilas e reparadoras.
- Aumentar a clareza mental e a criatividade — A mente precisa de momentos de “vazio” para processar informações e gerar novas ideias.
- Promover maior equilíbrio emocional — Ao parar, damos espaço para reconhecer e processar sentimentos que a correria do dia a dia costuma abafar.
Preguiça terapêutica: a tendência de bem-estar que veio para ficar
A “preguiça terapêutica” é uma das apostas de bem-estar, segundo a consultoria de tendências WGSN. A proposta é desacelerar de forma intencional, sem culpa ou sensação de tempo perdido.
Em vez da produtividade a qualquer custo, a ideia é valorizar momentos de pausa como parte da rotina de autocuidado. Pode ser alguns minutos no sofá, uma manhã sem despertador ou um banho demorado: tudo vale quando o objetivo é descansar de verdade.
A tendência surge como resposta ao esgotamento provocado pela rotina acelerada e pela pressão por desempenho. Em vez de preencher cada minuto com tarefas, a proposta é dar espaço ao ócio como uma forma legítima de cuidado.
Os benefícios da preguiça
A preguiça pode melhorar o desempenho
Ter preguiça implica, muitas vezes, procrastinar. Mas se a procrastinação for proposital, pode ser benéfica. Procrastinadores ativos — que adiam tarefas porque trabalham melhor sob pressão — controlam melhor o tempo, lidam melhor com diversas situações e têm melhor desempenho.
A preguiça pode estimular a criatividade
Quando não estamos ocupados, nossa mente descansa e vagueia. Pesquisadores do Max Planck Institute e da Universidade de Oxford descobriram que os pensamentos não relacionados com tarefas são fundamentais para gerir objetivos a longo prazo.
A preguiça pode melhorar a saúde mental
“Relaxar pode ser a melhor coisa que podemos fazer pela nossa saúde mental”, afirma o psicanalista Manfred de Vries. Ao estarmos sempre ocupados, suprimimos a verdade dos nossos sentimentos e preocupações.
A preguiça pode ajudar a sobreviver
Dados de uma investigação publicada em 2018 mostram que espécies que gastavam menos energia tinham mais chances de sobrevivência diante de adversidades climáticas e falta de alimentos.
Como incorporar a preguiça saudável na rotina
Aqui estão algumas dicas para incluir a preguiça terapêutica no seu dia a dia:
Agende momentos de pausa
Escolha um dia (ou parte dele) para não fazer nada. Coloque isso na agenda e avise sua família, para que nada perturbe seu direito ao descanso.
Priorize o descanso de qualidade
Dormir bem é essencial para a recuperação do corpo e da mente. A preguiça de resolver assuntos também pode fazer com que alguns problemas se resolvam sozinhos.
Desconecte-se da tecnologia
Menos tempo de tela, mais tempo para você. Desconectar-se de dispositivos quando puder é uma forma de desacelerar e se conectar consigo mesmo.
Elimine a culpa
Se teve um dia ou algumas horas em que não conseguiu produzir tanto, não se deixe levar pela culpa. Parar é importante para recuperar forças.
O descanso é uma forma de cuidado
O Dia da Preguiça nos lembra que o descanso não é um luxo, mas uma necessidade. Mais do que isso: é um ato de cuidado com a própria saúde. Desacelerar não é um sinal de fraqueza — é uma forma de preservar sua saúde mental.
Neste 10 de agosto, que tal você fazer como os especialistas recomendam? Tire um tempo para descansar, se recuperar e celebrar a arte de viver no seu próprio ritmo. Sua saúde mental, seu metabolismo e seu sistema imunológico agradecem.





