O apetite mudou com o tratamento. Veja como garantir que o corpo continue bem nutrido.

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O apetite mudou com o tratamento. Veja como garantir que o corpo continue bem nutrido.

Sentir menos fome e se satisfazer com porções menores é esperado durante o tratamento. O desafio — e também a oportunidade — está em usar esse novo ritmo a favor da saúde: comer menos, mas escolher melhor. 

Porque o apetite muda

Os medicamentos atuam diretamente nos hormônios que ajudam o corpo a reconhecer os sinais de saciedade. Em outras palavras, o organismo passa a identificar com mais facilidade quando já comeu o suficiente. Essa resposta é parte do processo — e exige atenção para que o corpo continue recebendo todos os nutrientes de que precisa. 

Hábitos práticos que fazem diferença no dia a dia 

Antes de falar em quais alimentos escolher, alguns ajustes simples na forma de comer já ajudam bastante:

  • Monte pratos menores: respeite o novo ritmo do organismo — encher o prato, mesmo com alimentos saudáveis, pode gerar desconforto
  • Coma devagar: mastigar com calma dá tempo ao corpo para reconhecer a saciedade e facilita a digestão
  • Hidrate-se bem: a água é essencial, especialmente quando a quantidade de comida diminui
  • Beba nos intervalos, não durante as refeições: isso reduz o mal-estar estomacal e melhora a absorção de nutrientes
  • Não pule refeições: mesmo com menos fome, manter uma rotina alimentar organizada ajuda o corpo a se equilibrar

O que priorizar no prato 

Comer menos não significa comer mal. Quando o apetite diminui, escolher alimentos com alto valor nutricional é o que garante equilíbrio: 

Frutas, verduras e legumes variados — para auxiliar na digestão e na saciedade. Exemplos: maçã, banana, laranja, couve, cenoura, abobrinha, brócolis

Grãos integrais, leguminosas e sementes — fonte de energia de qualidade. Exemplos: arroz integral, aveia, feijão, lentilha, chia, quinoa

Proteínas magras — fundamentais para preservar a massa muscular. Exemplos: frango, peixe, ovos, tofu, iogurte natural, queijos brancos

Gorduras saudáveis — para o bom funcionamento do coração. Exemplos: azeite, abacate, castanhas, nozes, salmão

O que evitar 

Ultraprocessados e bebidas açucaradas oferecem muitas calorias e poucos nutrientes — aumentando o risco de deficiências de vitaminas, minerais e proteínas. Além disso, alimentos gordurosos ou muito processados podem piorar sintomas como náusea, refluxo e prisão de ventre, comuns no início do tratamento.

O consumo excessivo de açúcar e gordura saturada também desequilibra o colesterol e a glicemia, dificultando a manutenção dos resultados a longo prazo.

Se a relação com a comida mudar, peça ajuda 

Caso haja aversão a alimentos ou queda de interesse por comer, um nutricionista pode orientar substituições adequadas ao seu momento — garantindo que o tratamento siga com segurança e de forma personalizada. 

O apoio profissional é indispensável para tirar dúvidas e orientar cada pessoa de forma individualizada. Em caso de dúvidas, procure por um especialista para uma avaliação completa e personalizada.

Referência:
MOZAFFARIAN, Dariush et al. Nutritional priorities to support GLP-1 therapy for obesity: a joint Advisory from the American College of Lifestyle Medicine, the American Society for Nutrition, the Obesity Medicine Association, and The Obesity Society. The American Journal of Clinical Nutrition, v. 121, n. 6, p. 1234-1256, 2025. Disponível em: https://ajcn.nutrition.org/. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ajcnut.2025.04.023

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