Já treina e começou o tratamento com caneta injetável? Veja o que muda — e o que permanece.

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Já treina e começou o tratamento com caneta injetável? Veja o que muda — e o que permanece.

O corpo responde de forma diferente durante o tratamento. A energia pode variar, o apetite muda e alguns ajustes na rotina de exercícios passam a ser necessários. Entender essas mudanças é o que permite continuar se exercitando com segurança e bons resultados. 

Preste atenção nos sinais do corpo 

Efeitos como náusea, desconforto no estômago ou redução do apetite — especialmente no início do tratamento ou após ajustes de dose — influenciam diretamente o desempenho nos treinos.

Algumas atitudes ajudam a manter a energia e evitar a sensação de fraqueza durante os exercícios:

  • Mantenha uma boa hidratação antes e durante a atividade física
  • Distribua pequenas refeições ao longo do dia
  • Priorize o consumo de proteínas para preservar a disposição

Por que o treino de força vira prioridade 

Durante o tratamento, a perda de peso pode acontecer de forma acelerada. Sem o estímulo adequado, parte dessa perda pode envolver massa muscular — e também impactar na densidade óssea, indicador essencial da resistência e saúde dos ossos.

Por isso, exercícios de força devem ser a prioridade da rotina. A recomendação é praticar musculação ou treinos com peso corporal pelo menos três vezes por semana. Esse tipo de treino ajuda a preservar músculos, manter as funções do dia a dia e reduzir o risco de perda óssea.

Continue com os exercícios aeróbicos 

Os exercícios aeróbicos continuam sendo aliados importantes. Eles contribuem para a saúde do coração e melhoram a sensibilidade à insulina, complementando os efeitos do tratamento.

A recomendação é de pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica de intensidade moderada — caminhada acelerada, bicicleta ou aulas coletivas são boas opções, desde que respeitem o seu nível de energia e a adaptação ao tratamento.

Acompanhe a evolução com regularidade 

A rotina de treinos não deve ser estática. Avaliações regulares — como bioimpedância ou outros exames — ajudam a garantir que a perda de peso esteja concentrada principalmente na gordura corporal, e não na massa muscular.

Manter uma rotina de exercícios estruturada durante o tratamento também favorece resultados mais sustentáveis: contribui para a manutenção do peso, da massa muscular e da saúde geral mesmo após o término do uso da medicação.

O apoio profissional é indispensável para tirar dúvidas e orientar cada pessoa de forma individualizada. Em caso de dúvidas, procure por um especialista para uma avaliação completa e personalizada.

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Referências bibliográficas
MOZAFFARIAN, Dariush et al. Nutritional priorities to support GLP-1 therapy for obesity: a joint Advisory from the American College of Lifestyle Medicine, the American Society for Nutrition, the Obesity Medicine Association, and The Obesity Society. The American Journal of Clinical Nutrition, v. 121, n. 6, p. 1234-1256, 2025. Disponível em: https://ajcn.nutrition.org/. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ajcnut.2025.04.023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção da Saúde. Guia de atividade física para a população brasileira [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. 54 p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atividade_fisica_populacao_brasileira.pdf. 

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