Intestino preso: principais causas e como evitar

Tayna Farias

Intestino preso: principais causas e como evitar

A dificuldade de ir ao banheiro é muito comum e atinge, sobretudo, as mulheres, mas também pode atingir pessoas de qualquer idade. Assim, o intestino preso é popularmente conhecido como prisão de ventre e causa inchaço e desconforto abdominal. A condição pode ter causas variadas que vão desde uma alimentação deficiente, baixa ingestão de líquidos e até estresse. 

Apesar da resistência para ir ao banheiro ser normal, ela deve ser avaliada para reduzir o incômodo gerado e não causar mais problemas. Quando o intestino preso não recebe tratamento adequado e se prolonga por muito tempo, pode evoluir para distúrbios no ânus e no reto, como hemorroidas e até fissura anal

Afinal, o que é intestino preso?

O intestino preso é um distúrbio caracterizado pela dificuldade de evacuar. Na condição, os músculos do intestino grosso também apresentam problemas para fazerem força suficiente para expelir o bolo fecal. Como consequência, as fezes ficam presas no intestino, causando dores abdominais, inchaço e mal-estar. 

De acordo com a Federação Brasileira de Gastroenterologia, cerca de 20 milhões de pessoas ficam vários dias sem ir ao banheiro e sofrem os desconfortos causados pelo problema. 

Causas do intestino preso

As causas da prisão de ventre são variadas, mas basicamente tudo o que comemos e fazemos (ou deixamos de fazer) influencia no funcionamento do intestino. Logo, o trânsito lento pode ter algumas causas como: 

  • Sedentarismo;
  • Falta de hidratação;
  • Ausência de alimentos ricos em fibras;
  • Excesso de alimentos industrializados;
  • Ansiedade.

Além disso, a falta de rotina (viagens muito frequentes, por exemplo) também contribuem para o “intestino preguiçoso”. Existem, ainda, outras causas que não são muito conhecidas, mas que agravam o quadro de constipação intestinal. Confira a seguir:

Uso contínuo de medicamentos laxativos

Além dos riscos de causar desidratação e outros problemas intestinais, consumir laxantes com frequência suprime a função natural motora do intestino (movimentos peristálticos). Remédios antidepressivos, anti-inflamatórios e opioides também têm potencial de atrapalhar a rotina de evacuação.

Postergar a evacuação

Às vezes não conseguimos ir ao banheiro no primeiro sinal do intestino, seja porque estamos em um compromisso, reunião ou outro motivo. Contudo, se essa prática for frequente, confundimos o cérebro sobre o envio desse estímulo, que passa a ser desregulado.

Longos períodos sem se alimentar ou não se alimentar o suficiente

Ambos os hábitos podem alterar o trânsito intestinal. Assim, se o jejum for intencional, com acompanhamento profissional, é preciso observar se o intestino sofreu mudanças em sua rotina. Desse modo, alterações na dieta, com redução de refeições, inclusão ou exclusão de alimentos, podem melhorar ou piorar a prisão de ventre.

Doenças variadas

Hipotireoidismo, síndrome metabólica, doença de Parkinson, de Chagas, diabetes, síndrome do intestino irritável, entre outras, podem mexer com o trânsito intestinal. Por isso, é necessário diagnosticá-las e tratá-las corretamente para restabelecer a rotina de evacuação.

Gravidez

Normalmente, a gestação promove uma série de mudanças no corpo da futura mamãe, e o intestino não passa despercebido. Devido ao crescimento do bebê e à ação hormonal, é natural que o intestino fique comprimido e o trânsito se torne mais lento por conta disso. Por outro lado, é importante que a prisão de ventre seja controlada para evitar hemorroidas e outros desconfortos.  

Principais sintomas 

O primeiro e mais significativo sintoma do intestino preso é a dificuldade de evacuar. No entanto, junto com esse sintoma principal, outros sinais confirmam o quadro: 

  • Sensação de evacuação incompleta;
  • Dores abdominais;
  • Inchaço;
  • Redução da frequência de idas ao banheiro, cerca de duas vezes ou até menos;
  • Sensação de barriga pesada;
  • Cólicas abdominais;
  • Gases em excesso;
  • Quando vai ao banheiro, elimina fezes duras e em pouca quantidade;

O que fazer se o problema for frequente?

Primeiramente, é importante não minimizar o problema, já que o desconforto pode ser evitado para uma melhora da qualidade de vida. Dessa forma, procure ajuda médica e relate todos os sintomas, há quanto tempo está com dificuldade para evacuar, se as crises são recorrentes e como é o seu estilo de vida.

Assim, o médico terá mais facilidade para avaliar o que está havendo e se a constipação intestinal é indício de alguma enfermidade. Exames de imagem, como ultrassom e ressonância magnética, e exames laboratoriais ajudam a confirmar as suspeitas.

Tratamento para intestino preso

O tipo de tratamento depende da causa da constipação. Dessa forma, é essencial identificar a presença de outras doenças que podem estar provocando o problema. No entanto, se a prisão de ventre for um incômodo isolado, o médico poderá sugerir mudanças de hábitos, a começar pela alimentação.

Por fim, o profissional pode recomendar alguns medicamentos laxativos para aliviar o desconforto. Contudo, tais remédios têm função temporária e servem apenas para estimular a musculatura intestinal para a evacuação – o uso prolongado é capaz de gerar o efeito contrário, enfraquecendo as funções naturais do órgão.  

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