
Março Lilás: guia completo para a prevenção do câncer do colo do útero
Isabelle Macedo Cabral

Março chegou e, com ele, o movimento internacional de conscientização sobre o câncer do colo do útero: o Março Lilás. Instituída pelo Ministério da Saúde, a campanha tem um objetivo claro: informar a população sobre os riscos, formas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce dessa doença que, apesar de ser a terceira mais incidente entre mulheres no Brasil, pode ser evitada em grande parte dos casos.
Milhares de novos casos são diagnosticados a cada ano no país, e cerca de seis mil mulheres perdem a vida para a doença anualmente. Números que poderiam ser drasticamente reduzidos com duas medidas fundamentais: a vacinação contra o HPV e a realização periódica do exame preventivo.
Neste guia, reunimos tudo o que você precisa saber para se proteger e cuidar da sua saúde, destacando um aliado importante: a vacina nonavalente (Gardasil 9), já disponível na Drogasil para pessoas de 9 a 45 anos.
O que é o câncer do colo do útero e o que o causa?
O câncer do colo do útero é um tumor que se desenvolve na parte inferior do útero, região que conecta o corpo do útero à vagina. A principal causa da doença é a infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV), um vírus transmitido sexualmente.
É importante saber que a maioria das pessoas terá contato com o HPV ao longo da vida. Na maior parte das vezes, o vírus é eliminado naturalmente pelo organismo. O problema surge quando a infecção persiste por anos, podendo levar ao desenvolvimento de lesões que, se não tratadas, evoluem para o câncer.
Sintomas: uma doença silenciosa no início
Nos estágios iniciais, o câncer do colo do útero não costuma apresentar sintomas. Por isso, o rastreamento por meio de exames periódicos é tão vital. Quando a doença está mais avançada, podem surgir sinais como:
- Sangramento vaginal fora do período menstrual
- Sangramento após a relação sexual
- Dor durante as relações sexuais
- Corrimento vaginal com odor forte
- Dor pélvica ou na região lombar
Ao perceber qualquer um desses sintomas, a orientação é procurar um serviço de saúde para avaliação.
Prevenção: dois pilares fundamentais
A boa notícia é que o câncer do colo do útero é altamente prevenível. A estratégia de proteção se divide em duas frentes principais:
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Prevenção primária: vacinação contra o HPV
A vacina é a medida mais eficaz para evitar a infecção pelos tipos de HPV responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo do útero e verrugas genitais. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina quadrivalente (que protege contra quatro tipos do vírus) para meninos e meninas de 9 a 14 anos em dose única.
Já na rede privada, como na Drogasil, está disponível a vacina nonavalente (Gardasil 9), que protege contra nove tipos do HPV (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58). Essa versão amplia a proteção contra mais tipos de vírus associados a diversos cânceres, como o do colo do útero, vulva, vagina, ânus e orofaringe, além das verrugas genitais.
Quem pode tomar e como funciona?
A vacina é indicada para pessoas de 9 a 45 anos. O esquema vacinal varia conforme a idade:
- 9 a 19 anos: duas doses, com intervalo de seis meses.
- 20 a 45 anos: três doses (0 – 2 – 6 meses).
Na Drogasil, a aplicação é intramuscular, realizada por equipe especializada, e não é necessária prescrição médica para essa faixa etária.
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Prevenção secundária: exames de rotina (Papanicolau)
A vacina não substitui a necessidade do exame preventivo. Como ela não protege contra todos os tipos de HPV, o rastreamento regular continua indispensável.
O exame Papanicolau (citologia) coleta células do colo do útero para identificar possíveis alterações pré-cancerosas antes que se transformem em câncer. O Ministério da Saúde recomenda que mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual realizem o exame periodicamente. O intervalo recomendado é a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos com resultado normal.
Vale destacar que o SUS também está implantando gradualmente o teste de DNA-HPV, um exame molecular mais sensível que detecta a presença do vírus e promete ampliar o intervalo do rastreamento para cinco anos.
Outros hábitos preventivos
Além da vacina e dos exames, algumas atitudes no dia a dia ajudam a reduzir os riscos:
- Uso de preservativo: reduz a transmissão do HPV, embora não elimine completamente o risco, já que o vírus pode estar em áreas não cobertas pela camisinha.
- Não fumar: o tabagismo facilita a persistência da infecção pelo HPV.
- Manter o acompanhamento ginecológico em dia.
Vacina HPV na Drogasil: proteção acessível e prática
Pensando na saúde e bem-estar das mulheres, a Drogasil disponibiliza a vacina Gardasil 9 em suas lojas. A aplicação é feita por profissionais capacitados, com todo o conforto e segurança que você merece. O agendamento pode ser feito diretamente nas unidades, e há opções de pagamento facilitado.
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