Brasil se prepara para “Super El Niño”: entenda como proteger sua saúde

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Brasil se prepara para “Super El Niño”: entenda como proteger sua saúde

Órgãos federais de meteorologia e monitoramento de desastres divulgaram recentemente um boletim conjunto apontando 100% de probabilidade de o fenômeno natural El Niño permanecer ativo pelo menos até o início de 2027, com chance elevada de o fenômeno atingir a categoria “muito forte”, quando o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial ultrapassa 2°C acima da média histórica. 

Entenda como o fenômeno afeta o Brasil e sua saúde e como você pode se proteger. 

Extremos opostos dentro do Brasil 

O El Niño provoca efeitos regionais opostos no Brasil.  

No Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste, o fenômeno tende a reduzir as chuvas e elevar as temperaturas, aumentando o risco de secas prolongadas e queimadas.  

Já no Sul, o efeito se inverte: o fenômeno favorece chuvas mais intensas e concentradas, elevando o risco de enchentes e deslizamentos de terra — os grandes volumes de chuva registrados no Rio Grande do Sul em julho já refletem os primeiros efeitos do El Niño.  

No Centro-Oeste, a previsão é de calor forte e baixa umidade, favorecendo queimadas, embora a estiagem beneficie a colheita de milho e algodão.  

No Sudeste, a expectativa é de ondas de calor mais duradouras e chuvas irregulares, pressionando o consumo de água e energia elétrica. 

Na Amazônia, a redução das chuvas favorece secas severas, queda no nível dos rios, dificuldades no transporte fluvial e isolamento de comunidades ribeirinhas. 

Panorama de saúde: o que o fenômeno pode causar nas regiões afetadas 

Os efeitos do El Niño sobre a saúde variam conforme a região. Sem substituir orientação médica, autoridades de saúde e especialistas recomendam alguns cuidados básicos conforme o cenário local: 

Áreas de seca e calor extremo (Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste) 

O principal risco de curto prazo é a desidratação, seguida de vasodilatação periférica, que pode causar queda de pressão, tontura e desmaios. Em quadros mais graves, a temperatura corporal pode ultrapassar 40°C, caracterizando insolação, que pode levar a confusão mental e convulsões, sobretudo em pessoas com doenças preexistentes. 

Como se proteger: 

  • Manter hidratação constante com água;  
  • Sais de reidratação oral podem ser úteis em casos de perda excessiva de líquidos; 
  • Protetor solar e roupas leves ajudam a reduzir a exposição ao calor direto. 

Confira opções para ter em mãos de garrafas d’água, sais de reidratação e protetor solar. 

Áreas de chuva intensa e enchentes (Sul) 

Aumentam os riscos de doenças de veiculação hídrica, como leptospirose e diarreias infecciosas, além de acidentes relacionados a deslizamentos. 

Como se proteger: 

  • Evitar contato direto com água de enchente e procurar atendimento médico diante de febre após esse contato, pelo risco de leptospirose; 

Confira opções para ter em mãos de analgésicos e antitérmicos de venda livre para febre. 

Regiões afetadas por queimadas 

A fumaça piora a qualidade do ar e agrava doenças respiratórias como asma e bronquite. 

Como se proteger: 

  • Uso de máscaras do tipo PFF2/N95 são indicadas para quem precisa se expor ao ar externo;  
  • Pessoas com asma ou doença respiratória crônica devem manter a medicação de uso contínuo (broncodilatadores, por exemplo) sempre à mão, conforme prescrição médica. 

Confira opções para ter em mãos de máscara PFF2/N95 e broncodilatadores. 

 

Em todo o país 

O calor e as chuvas irregulares favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, elevando o risco de dengue, chikungunya e zika. 

Como se proteger: 

  • Uso de repelentes à base de DEET ou icaridina;  
  • Eliminar água parada em recipientes domésticos. 

Confira opções para ter em mãos de repelentes à base de DEET e de icaridina. 

 

Para dor, febre ou mal-estar, a orientação geral é recorrer a analgésicos e antitérmicos de venda livre apenas conforme a bula ou orientação farmacêutica, e buscar uma unidade de saúde em caso de sintomas mais intensos, como confusão mental, falta de ar ou febre persistente. 

 

Fontes

Boletim conjunto Inmet/Inpe/ANA/Cemaden/SGB/Sedec (2026);

Super El Niño em 2026: o que esperar e porque precisamos nos preparar. Greenpeace Brasil;

Nota técnica do Ministério da Saúde (julho de 2026);

Estudo publicado na revista Neurology (2024);

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