Mover o corpo é cuidar da saúde — especialmente para quem convive com uma condição crônica.
Bianca Azevedo

Quando a atividade física passa a fazer parte da rotina, o corpo e a mente sentem a diferença. Para quem convive com obesidade, diabetes ou hipertensão, esse hábito vai além do bem-estar: ele se torna parte ativa do tratamento.
Pequenas pausas já fazem diferença
Antes de falar em treinos e metas, vale começar pelo básico: reduzir o tempo parado.
Ficar sentado, reclinado ou deitado por longos períodos — mesmo que acordado — é o que chamamos de comportamento sedentário. E ele tem impacto direto na saúde, especialmente para quem convive com condições crônicas.
Uma saída simples: a cada hora, levante-se e movimente-se por pelo menos cinco minutos. Mude de posição, beba água, alongue o corpo ou dê uma volta curta. Esses momentos simples já ativam a circulação e ajudam a reduzir os efeitos do sedentarismo.
Como o exercício age no corpo de quem tem uma condição crônica
Movimentar o corpo ajuda a equilibrar a pressão arterial, o açúcar no sangue e os níveis de colesterol. Também fortalece o coração, reduz o estresse, apoia a manutenção do peso e melhora o humor, a disposição e a interação social.
Para quem tem diabetes, há um mecanismo importante a entender: durante a atividade física, os músculos passam a usar mais glicose como energia — o que evita que o açúcar fique em excesso no sangue. Esse processo se parece com a ação da insulina.
Atenção: exercícios muito intensos podem, em alguns casos, elevar o nível de açúcar no sangue. Quando os níveis estão acima de 250 mg/dL, o ideal é aguardar a normalização antes de praticar, especialmente no diabetes tipo 1.
Quanto exercício é recomendado por semana?
A recomendação para adultos é:
- 150 minutos de atividade moderada — como nadar, dançar, jogar vôlei recreativo ou fazer tarefas domésticas leves
- ou 75 minutos de atividade vigorosa — como correr, jogar futebol ou realizar tarefas domésticas pesadas
Para saber em qual intensidade você está, preste atenção nos sinais do seu próprio corpo:
- Leve: você se movimenta com tranquilidade, respira bem e ainda consegue conversar ou cantar. Percepção de esforço: 1 a 4.
- Moderada: a respiração fica um pouco mais acelerada, o coração bate mais rápido e falar já exige algum esforço. Percepção de esforço: 5.
- Vigorosa: a respiração fica ofegante e é difícil conversar enquanto se move. Percepção de esforço: 7 a 8.
O acompanhamento profissional faz toda a diferença
Cada corpo responde de um jeito. Um profissional pode indicar o tipo, a intensidade e a frequência de atividade mais adequada para o seu momento — levando em conta o tratamento em curso e as suas condições individuais.
O apoio profissional é indispensável para tirar dúvidas e orientar cada pessoa de forma individualizada. Em caso de dúvidas, procure por um especialista para uma avaliação completa e personalizada.





