
DPOC: conheça mais sobre a doença pulmonar obstrutiva crônica
Isabelle Macedo Cabral

A DPOC é uma doença pulmonar crônica e progressiva, que acomete, em sua maioria, fumantes e ex-fumantes.
A doença afeta cerca de 392 milhões de pessoas, sendo a 3ª maior causa de óbitos no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). A DPOC pode impactar o dia a dia, limitando atividades rotineiras como caminhar, lavar o cabelo ou até mesmo escovar os dentes devido a sintomas como falta de ar e cansaço.
O impacto da DPOC na vida do paciente
A DPOC torna difícil respirar, sendo a falta de ar um de seus principais sintomas. Ainda assim, sintomas como este podem passar despercebidos, uma vez que a doença progride lentamente e o subdiagnóstico é uma preocupação. Por isso, vale ficar atento.
Principais sintomas da DPOC:
- Falta de ar em atividades rotineiras;
- Tosse insistente;
- Expectoração;
- Chiado;
- Fadiga;
- Histórico frequente de infecções respiratórias.
Doença progressiva
Com a evolução da DPOC, esses sintomas podem tornar o dia a dia com falta de ar bastante desafiador. Fica mais difícil passear com o cachorro, dançar, lavar a louça, pentear o cabelo, brincar com o netinho. Falta ar e falta ânimo.
Por ser uma doença progressiva, assim como acontece com outras doenças, o diagnóstico precoce é importante na DPOC. Quanto mais cedo buscar a ajuda de um médico especialista, melhor!
Causas e riscos: como evitar?
O tabagismo é, sem dúvida, o maior vilão dessa doença que obstrui as vias aéreas, tornando difícil respirar. A poluição ambiental e a fumaça (proveniente de queimadas de lavouras e do uso da lenha para cozinhar, por exemplo) também são fatores causadores da DPOC.
Evitar os fatores de risco, especialmente deixar de fumar, é a melhor forma de proteger-se da DPOC ou evitar a piora da doença.
Diagnóstico
Confira alguns exames que, quando recomendados pelo médico, e junto ao histórico pessoal e clínico, podem ajudar a diagnosticar a doença.
- Espirometria
Grande aliado na detecção da DPOC, este teste avalia a função pulmonar do paciente ao medir a quantidade de ar que a pessoa é capaz de exalar.
- Exames de sangue
- Exames de imagem
Piora sintomática: as exacerbações
As chamadas exacerbações podem ser definidas como crises em que há uma piora dos sintomas diários. Elas podem levar à hospitalização e a perda da função pulmonar.
Muitas vezes, apesar da piora dos sintomas, a exacerbação pode passar despercebida.
Sinais de atenção:
- Aumento da expectoração (volume)
- Piora da tosse (frequência)
- Piora da falta de ar/chiado/crises
Nem sempre essa piora aparece por meio de alterações significativas de exames laboratoriais ou de imagem. Por isso, atentar-se ao que você ou alguém com DPOC está sentindo e buscar ajuda de um especialista é fundamental.
Importância de se tratar a DPOC
Cada paciente é único, por isso, cada tratamento deve ser individualizado. Muitas vezes, a estratégia ideal consiste em uma junção do tratamento medicamentoso ao não medicamentoso, com reabilitação pulmonar, exercícios físicos, nutrição adequada e, claro, parar de fumar.
Identificou algum dos sintomas?
Isso não quer dizer que você ou alguém que você ama tem DPOC, mas é importante procurar um médico.
Referências:
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